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21.7.11

+ cidades invisíveis




O trabalho de Amy Casey faz-me lembrar as Cidades Invisíveis do Italo Calvino.

"- As cidades também acreditam ser obra da mente ou do acaso, mas nem um nem o outro bastam para sustentar as suas muralhas. De uma cidade, não aproveitamos as suas sete ou setenta e sete maravilhas, mas a resposta que dá às nossas perguntas."

19.7.10

+

© Marta Nunes

Nasci adulta, morrerei criança.
Agustina Bessa-Luís


18.6.10

-

© Marta Nunes



Envangelho segundo Deus...

José Saramago
1922-2010



23.10.09

+ António que enganou a morte

© daqui

Quero ler-te, dar "uma volta pela tua cabeça"...

"... não me venha falar de personagens. E como todos nós sofremos tanto, e como nós estamos tão sozinhos. No fundo o que é a fama? Uma soma de equívocos à volta de um nome. Quem é o António Lobo Antunes? Uma soma de equívocos. E depois deixa de ser um nome, uma pessoa, para ser uma marca registada."

por António Lobo Antunes, in Ípsilon

21.7.09

+ 1





"Meus Deus! Um minuto inteiro de felicidade!
Afinal, não basta isso para encher a vida inteira de um homem?..."

Fédor Dostoievski em Noites Brancas

15.7.09

+

«Para mim, também as casas são velhas amigas. Quando passeio, cada uma delas parece correr ao meu encontro na rua: olha-me com todas as suas janelas, dizendo-me algo como isto: "Bom dia! Como estás? Eu vou bem, graças a Deus, muito obrigada! Em Maio vão-me aumentar um andar." Ou: "Como vais? Amanhã vou entrar em obras." Ou: "Estive quase a arder e tive bastante medo." E outras coisas semelhantes.
Tenho algumas perferidas, íntimas. Uma delas tem intenções de fazer uma cura, neste Verão, nas mãos de um arquitecto. Irei vê-la todos os dias, não vá ele matá-la; nunca se sabe.»

Fédor Dostoievski in Noites Brancas



Acompanhem com isto que é simplesmente genial.

20.4.09

+ letras


Li ontem num livro: "O pêndulo perfaz o seu vaivém instantâneo, e eu insiro-me uma vez mais nas categorias tranquilizadoras: bonequinho insignificante, romance transcendente, morte heróica. Coloco-os por ordem, do menor para o maior: bonequinho, romance, heroísmo. Penso nas hierarquias de valores tão bem exploradas por Ortega e por Scheler: o estético, o ético, o religioso. O religioso, o estético, o ético. O ético, o religioso, o estético. O bonequinho, o romance. A morte, o bonequinho."

Ser bonequinho na morte do romance, ser romance da morte do bonequinho, ser morte do romance do bonequinho, mas isto já sou eu a divagar; o que é certo é que todos somos capazes de ver o bonequinho, o romance e a morte, ou será romance, bonequinho e morte?

Excerto de Julio Cortázar
Fotografia Henri Cartier-Bresson

5.3.09

ler




...pois é há serões que são acompanhados de letras, ideias e partilha de pensamentos, há muito para descobrir, para sentir e para ler...

28.8.08

leitura(s)

Este mês na edição dupla (Julho/Agosto) da arq./a nada melhor do que as palavras do seu editor para falar da Herança Le Corbusier...

"Apesar das saudáveis opiniões divergentes, é relativamente consensual que Le Corbusier foi o mais importante e influente arquitecto do século XX. Mas qual é o seu legado e como se pode avaliar a sua influência na actualidade? De que modo esse legado se expressa e manifesta na actividade criativa contemporânea? (...)Em termos gerais, a relevância de Le Corbusier parece advir da capacidade da sua obra teórica e prática continuar a produzir novas interpretações, sem nunca esgotar as perspectivas possíveis. De facto, assistimos nos últimos cinquenta anos à construção histórica de Le Corbusier como ideólogo implícito do programa moderno, como pensador empenhado da condição moderna, como arquitecto utópico no âmbito da afirmação da lógica capitalista, como esteta voluntarista da civilização maquinista, como figura demonizada responsável pelos males das cidades contemporâneas, como seguidor humanista da tradição disciplinar clássica, como reinventor criativo das tradições históricas e ancestrais, como génio universal da história da arquitectura, como intérprete empenhado da nova realidade metropolitana, como figura singular de um novo mundo mediatizado, etc. No entanto, tal como acontece com os outros grandes arquitectos da história, a singularidade da obra de Le Corbusier deriva não simplesmente da existência de uma multiplicidade de perspectivas, mas da resistência efectiva à constituição de uma visão sintética e unificadora. A diversidade da sua obra e a imensidade da informação disponível em arquivo determinam a constante emergência de aparentes indefinições, contradições e incompatibilidades no seu discurso e prática, que impossibilitam a constituição de um ponto de vista agregador e, deste modo, uma síntese final do seu pensamento. Le Corbusier continua a ser um mistério e o fulcro da sua obra um enigma por revelar. Talvez isto se deva a essa incapacidade estrutural de vê-lo distanciadamente como uma figura histórica, a essa dificuldade de resolver definitivamente o seu legado no âmbito da história da arquitectura. Como um espectro multifacetado, Le Corbusier permanece como figura central e inultrapassável da nossa contemporaneidade. E a sua presença continua a afirmar-se consciente ou inconscientemente, explícita ou implicitamente, por afirmação ou negação, nas práticas arquitectónicas contemporâneas."

(para saber mais aqui)
ou pode sempre adquirir a revista

20.8.08

Kafka na relva



"Quando Gregor Samsa despertou, certa manhã, de um sonho agitado viu que se transformara, durante o sono, numa espécie monstruosa de insecto." foi assim que começou o passeio com Kafka pelo jardim.

29.4.08

Violência institucional e poética



Poética é a violência dos artistas que chamam a si e activam, com o objectivo de os subverter, os signos e as situações em que o desejo da sociedade de institucionalizar as relações de poder se manifesta e desse modo se torna acessível ao artista.
Anne-Lise Coste reescreve, num processo literalmente infindável, palavras e frases pré-fabricadas para a expressão das preocupações mais íntimas; Tatjana Doll pinta peças de sinalética pública que são utilizadas no exercício do controlo sob a forma de empresas públicas; Erik van Lieshout produz vídeos que o mostram inserindo-se em diversas situações de conflito que assim acabam por revelar-se.

Saiba mais em

8.11.07

7

Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio:
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o Outro.

Mário de Sá Carneiro

25.8.07

Prado Coelho



"Em dada altura pensou-se que as imagens iam matar o texto. Vivíamos cheios de imagens à nossa volta, desde os vídeos à televisão. Ainda não tínhamos assistido à revolução numérica, que permite à imagem uma plasticidade quase ilimitada. Não lhe dá a saturação de sentido que caracteriza um texto, mas proporciona-lhe algo que ele não tem (ou tem de forma matizada): a mobilidade interior. Daí que se possa falar na resistência das palavras. Ela começou com o próprio "e-mail", em que a linguagem domina, embora já bastante simplificada. Ela passou para as mensagens por telemóvel, em que existem palavras reduzidas muitas vezes a siglas e com elementos figurativos incorporados."

Morreu Eduardo Prado Coelho, hoje fica a sua imagem.

30.7.07

A anarquia de Allen


"Pura Anarquia é clássico Woody Allen – perspicaz, espirituoso, inteligente e irresistível. Com esta colecção de dezoito contos inimitáveis, oito dos quais inéditos e dez publicados originalmente na revista New Yorker, Woody Allen, imaginativo e inventivo como nunca nem ninguém, volta a surpreender-nos."
Fonte FNAC

Miguel Torga vs Adolfo Rocha

"Que cada frase em vez de um habilidoso disfarce, fosse uma sedução (...) e um acto sem subterfúgios. Para tanto limpo-a escrupulosamente de todas as impurezas e ambiguidades."

"Nem sempre escrevi que sou intransigente, duro, capaz de uma lógica que toca a desumanidade. (...) Nem sempre admiti que estava irritado com este camarada e aquele amigo. (...) A desgraça é que não me deixam estar só, pensar só, sentir só."