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9.4.10

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© Marta Nunes

Pois é estar em família é uma das coisas que mais aprecio, ainda mais agora que me vejo privada da companhia diária. As raízes.

25.1.10

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A tradição é a ilusão da permanência.

Harry in As Faces de Harry de Woody Allen






13.5.09

+ palidez

Há dias e noites que se sente o que rodeia perder cor, não no sentido de "ah e tal a vida vai desbotadinha", mas sim mesmo pálida, como se andasse doente, mal do fígado, ou com fadiga intestinal... para contrariar a tendência vai-se olhando à volta para ver o colorido, mas o contraste não anda bom. Por isso vou ali ver se resolvo isto no photoshop.

28.4.08

O CorpotraçoCorpo de Alice



O seu nome é Alice Valente e traço a traço dá corpo a um trabalho, que tem o corpo como tema. O corpo que o constroi, o corpo que alberga o pensamento e as ideias, o corpo que nos liga e o corpo que nos separa.
Dar corpo aos sentimentos, às palavras, à poesia, à pintura... poder tocar nos sentimentos, beijar as palavras, abraçar a poesia e provar a pintura, tudo porque Alice lhes deu corpo.

Para mais informações sobre a exposição :
aqui.

28.1.08

Criticismo háptico [os mil e um planos]


Deleuze no seu Mille Plateux, defende um modelo de percepção háptica que consiste numa dualidade entre percepções/espaços/conceitos, uma dualidade entre distâncias e a percepção que o sujeitotem "tocando" o objecto.
Para Deleuze nao há uma percepção universal, há percepções particulares, visões do mundo, há um devir numa construção cultural. A obra/objecto de arte não pode ser visto como um elemento estático, tem que ser compreendido não somente por uma perspectiva, mas por vários pontos de vista; é isto a diferença de uma compreensão bidimensional (um plano) e tridimensional (vários planos). Neste sentido, a arte e o lugar da arte existem com um contexto de movimento, um dinamismo, um nomadismo, que se opõe ao sedentarismo, ao não estar em movimento.
Rem Koolhaas na sua análise, em Delirious New York entra em sintonia com esta percepção háptica, para ele o lugar nao é um espaço estático, aliás ele é contra a concepção de lugar como fixo e "sagrado", há portanto uma liberdade, há um "delírio", o lugar é um encontro de fluxos, energia.

27.1.08

Espaço_Lugar


O conceito moderno de espaço e lugar aponta para uma crescente dependência do tempo e sobrevivência da noção de lugar, à ordem do tempo e ao espaço geométrico. No entanto, poderá existir um caminho fora deste duplo vínculo, a que podemos conseguir impor uma forma imesurável de uma reconstituição do elemento vivido, através da experiência do lugar, consequentemente, desenvolvendo o "estar no lugar".
O ponto de partida desta modernidade marcada pelo esquecimento de forma totalitária que desquantifica o espaço filosófico ou físico, passando o mundo a ser constituído de "lugares" e não de um espaço único. Qualquer localização poderá ser tão boa , como qualquer outra, uma vez que cada uma é apenas um ponto matemático calculável ou um sítio abstracto num plano.
Felizmente, o lugar é um fenómeno qualitativo que nunca desaparecerá no mundo de lugares, mesmo lugares de forma impensável, conforme a ligação do "eu" sem "corpo".

26.12.07

A linguagem arquitectónica


Há uma analogia conceptual entre o sistema verbal e o sistema do habitar, tendo em atenção o espaço que habitamos, é notório que este se organiza para que se cumpram funções de acordo com o uso que lhe é dado, significante de valores socioculturais, havendo uma interdependência entre estes valores espaciais da arquitectura.

"Forma e sentido são os elementos da unidade linguística de um sistema de comunicação e a arquitectura tem essa unidade mínima, incindúvel no sentido, decomponível na forma."*Aqui está presente o binómio espaço-comportamento intuído por Bacherlard, que nos revela que quando a forma de um espaço é tal que induz inevitavelmente para uma acção fundamental ou, por outro lado, quando uma acção é tão forte que marca na memória um "sítio" sem forma aparente especificada. Mas forma e sentido surgem como propriedades opostas nos sistemas onde se inserem, no sistema urbano ao contrário do entendimento habitual, uma forma será sempre decomponível em partes, diversas mas relacionáveis; o sentido, esse é indissociável, como a palavra na frase, por isso mesmo só num contexto urbano é que se pode perceber a mensagem proposta através da intervenção arquitectónica ou do seu autor.

* Arquitectura como linguagem, Nuno Portas
Fotografia Olhares.com

14.12.07

Walter Benjamin em ópera



Na Culturgest dias 13, 14 e 15 de Dezembro, Ópera W, sobre a vida de Walter Benjamin.

"O interesse do tema decorre especialmente da obra de Walter Benjamin, o homem concreto que pensou o regime das imagens, da arte, da técnica, da literatura; o cinema; o das grandes cenografias públicas (as arcadas, as cidades); a ilusão (nomeadamente com as suas experiências com drogas), a modernidade, o estético e o político...
(...)
O fio narrativo convocado para este projecto centra-se no essencial deste episódio: um homem (qualquer homem) foge para a liberdade, mas morre (suicida-se?) antes de o conseguir, literalmente a poucos quilómetros de ser livre, numa espécie de desistência existencial perante a possibilidade de ser entregue aos seus perseguidores:
Quase em Lisboa.
Quase refugiado nos EUA.
Quase livre.
Uma decepção trágica da história concentrada num homem.
Seguimos o homem que protagonizou uma tal morte e que é transformado em W, personagem cujo destino o público conhece previamente. Destino que é acentuado na tragédia de um «quase», pela possibilidade não cumprida. Ora, este «quase» é, também, na leitura proposta por esta ópera, um traço biográfico da personagem real e do seu pensamento fragmentado.Ciente da incompletude, o homem que pensou as «passagens» ficou do lado de fora da «porta», no seu «limiar», fazendo cair sobre a sua própria existência a coragem de uma hesitação. Morreu. Abstendo o pensamento de mais pensar. Aceitando um caminho com um sentido único."

José Júlio Lopes

25.8.07

Prado Coelho



"Em dada altura pensou-se que as imagens iam matar o texto. Vivíamos cheios de imagens à nossa volta, desde os vídeos à televisão. Ainda não tínhamos assistido à revolução numérica, que permite à imagem uma plasticidade quase ilimitada. Não lhe dá a saturação de sentido que caracteriza um texto, mas proporciona-lhe algo que ele não tem (ou tem de forma matizada): a mobilidade interior. Daí que se possa falar na resistência das palavras. Ela começou com o próprio "e-mail", em que a linguagem domina, embora já bastante simplificada. Ela passou para as mensagens por telemóvel, em que existem palavras reduzidas muitas vezes a siglas e com elementos figurativos incorporados."

Morreu Eduardo Prado Coelho, hoje fica a sua imagem.

5.8.07

Camus


"Ganhámos o hábito de viver, antes de adquirirmos o de pensar."