© Michael Pham via Foolscap Studio
Há uma certa verdade no slogan do detergente, que diz "Pequeno e Poderoso", esta coisa da escala impressiona quando também falamos de espaços pequenos, aliás o desafio é inversamente proporcional. Em espaços pequenos, não há margem para o desnecessário e tudo tem que ser pensado como o indispensável, em espaços pequenos o erro mesmo que pequeno faz o estar á medida transforma-se, rapidamente no fracasso.
É interessante pensar o quanto vivemos "fora de escala", senão façamos o exercício rápido e simples: quando se pensa numa casa para viver, quantas divisões achamos necessárias? Em quantos metros quadrados se traduz isso? No entanto, todos nós conhecemos muito bem o movimento "anexo" em que muitas famílias acabam por "habitar" o seu espaço "casa", em áreas que são muitas das vezes 1/3 da sua habitação oficial. Gosto de imaginar que isto é uma espécie de rebeldia, mas o que é certo é que se analisarmos friamente, se realmente necessitássemos de uma casa com as quatro assoalhadas para viver, nenhum estudante universitário sobreviveria aos seus doze metros quadrados quarto/estúdio/sala/casa.
O exercício será para o arquitecto, mostrar por A+B que as pessoas ganham mais em ter o espaço à medida e não uns números acima, não sendo sequer preciso evocar o RGEU.
Exemplos como o Tiny Cafe, mesmo sendo um café, bem sei, levam à anterior reflexão, para nós por cá, espaços como este dariam belas "tascas", nada de mal nisso, se o conceito tasca, não tivesse implicações com condições de salubridade. Sendo um projecto mesmo "tiny", falamos apenas de 13 m2, - um quarto pequeno para muita gente, - onde se assume a pequenez mas tirando partido disso, mais uma vez a flexibilidade está presente nas soluções escolhidas e o espaço adapta-se.



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