Entre duas perspectivas tão distintas reside um dos dilemas actuais da arquitectura. Concentrar-se na sua própria lógica voltando-se para dentro, correndo o risco do isolamento perpétuo; ou esforçar-se no desenvolvimento de relações externas, correndo o risco da perda da coerência.
Eisenman defende claramente a primeira estratégia, que podemos chamar de less is less em substituição a ambos os paradigmas – Miesianos (less is more) e Venturianos (less is bore).
Koolhaas faz a opção pela segunda, que poderíamos chamar de more is more, para usar um termo cunhado por ele mesmo.
Um representa uma vanguarda de forma enquanto o outro representa uma vanguarda de processo. No discurso de ambos transparecem as suas angústias, no caso de Eisenman disfarçado de certezas que sabemos serem provisórias, no caso de Koolhas disfarçado de incertezas que sabemos serem estratégicas.
Less is less, more is more, entre os dois extremos oscila uma arquitectura que segundo Koolhaas, não dá conta de sua própria modernidade.
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