
A evolução nas cidades não tem somente a ver com críticas de sociólogos ou de arquitectos e há que reconhecer que a cultura arquitectónica e os conhecimentos de desenho urbano da urbanização racionalista não estavam preparados nem capazes de oferecer alternativas à crescente construção ilegal ou dita espontânea nas cidades.
É necessário então voltar a encontrar concepções de desenho urbano, que trate as pessoas como agentes activos para uma melhor programação e gestão dos serviços que lhes são destinados, o que induz também num desenho institucional inovador.
“O que nesta altura se impõem como protagonista não é a cidade mas o urbano. E o urbano já não mora na cidade, mas fora dela. O que hoje me fascina é precisamente encontrar as novas formas do urbano. No entanto, verifica-se, actualmente, uma certa tendência, ao nível do politicamente correcto, para esquecer o que está entre as cidades e criar umas jóias, enchendo o vazios e reciclando a cidade, em vez de deixá-la crescer.” – Nuno Portas
É preciso que haja um entendimento mais universal nos métodos, nos objectivos e conteúdos disciplinares, que resultam de processos estéticos, ideológicos e culturais que têm uma natureza mutável, susceptível e evolutivos. Portanto, é necessário um consenso, no modo de entender a cidade, na sua morfologia e os seus processos de intervenção, tanto no existente como nas novas áreas e expansões.