16.2.12

+ arquitectura dos livros

 © Boekhandel Selexyz - Merkx + Giron Architecten

 © Bookstore Alexis - Martin Jancok and Ajes Sedivec
© Livraria de Vila - Isay Weinfeld
© Fotografias via Dezeen

A arquitectura surge como conhecimento específico, no seu campo específico de contribuir para a qualidade dos espaços construídos. Para tudo há uma escala, o homem surgem como base dessa escala e tudo o que ele usa se desenvolve em proporção dessa referência. 

O espaço desenvolve-se e constrói-se para que caibam homens dentro, para que seja habitado, vivido e usado. Mas qual será a escala usada quando se pensa em livros? 

Quando se visita a Livraria Lello, a última coisa que se pode pensar é nos livros, nos quais até poderemos tropeçar, pois o fascínio está no espaço que foi construído para ter livros lá dentro. Se a livraria fosse dimensionada para ser um simples espaço comercial, certamente o deslumbre seria outro. Aqui a história do uso e da função, ganha outros contornos, se há coisa que espaços como livrarias suscitam é a vontade de permanecer, uma livraria não é só um espaço onde se vendem livros, onde apenas interessa que se desenhem estantes com 30 ou 40 centímetros de profundidade. 
É isso que se percebe, nas novas respostas arquitectónicas, o livro é a escala de base, mas o homem a escala do uso. Estes espaços aparecem hoje como lugares onde se pode sentar e beber um café, lendo um livro, onde somos convidados a apreciar o espaço pelos livros.

Tivesse a Lello mais sofás.

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