Um trabalho muito interessante de Mathias Schade.
21.2.12
20.2.12
+ coisas reais
"Às vezes inverto aquela máxima e digo que o optimista é um pessimista mal informado. Eu sujo as mãos, mas faço-o descomprometidamente."
© Manuel António Pina
A Arquitectura dá status, para muita gente ser-se arquitecto é ser tratado como senhor arquitecto, é ter um desemprego com título, não somos desempregados, somos arquitectos sem trabalho. No entanto, a Arquitectura nunca foi o glamour que muitos correm atrás, aliás é muito mais séria do que outra coisa qualquer que possam pensar. O arquitecto, é o tipo que trabalha sem horários, esfalfa-se para cumprir exigências de todos os lados e ganha o que lhe pagam, para pagar as suas contas, por isso, a frase do António Pina não podia cair aqui melhor.
© Manuel António Pina
Quando ainda estudava, o cenário sobre como as coisas estavam, não era camuflado. Uma profissão onde já se assistia a uma saturação de mercado, a dita "crise" chegava não por falta de capital, mas por excesso de pessoas.
A Arquitectura dá status, para muita gente ser-se arquitecto é ser tratado como senhor arquitecto, é ter um desemprego com título, não somos desempregados, somos arquitectos sem trabalho. No entanto, a Arquitectura nunca foi o glamour que muitos correm atrás, aliás é muito mais séria do que outra coisa qualquer que possam pensar. O arquitecto, é o tipo que trabalha sem horários, esfalfa-se para cumprir exigências de todos os lados e ganha o que lhe pagam, para pagar as suas contas, por isso, a frase do António Pina não podia cair aqui melhor.
Mas se há coisa positiva, nisto de se ser arquitecto(a) é que nós sabemos nos reciclar, ou seja, em cada arquitecto(a) que se "perde", ganha-se novo talento, desde música, moda, ilustração, design, investigação, ensino, da geometria à poesia, da astronomia ao vanguardismo na pintura.
16.2.12
+ arquitectura dos livros
© Boekhandel Selexyz - Merkx + Giron Architecten
© Bookstore Alexis - Martin Jancok and Ajes Sedivec
© Livraria de Vila - Isay Weinfeld
© Fotografias via Dezeen
A arquitectura surge como conhecimento específico, no seu campo específico de contribuir para a qualidade dos espaços construídos. Para tudo há uma escala, o homem surgem como base dessa escala e tudo o que ele usa se desenvolve em proporção dessa referência.
O espaço desenvolve-se e constrói-se para que caibam homens dentro, para que seja habitado, vivido e usado. Mas qual será a escala usada quando se pensa em livros?
Quando se visita a Livraria Lello, a última coisa que se pode pensar é nos livros, nos quais até poderemos tropeçar, pois o fascínio está no espaço que foi construído para ter livros lá dentro. Se a livraria fosse dimensionada para ser um simples espaço comercial, certamente o deslumbre seria outro. Aqui a história do uso e da função, ganha outros contornos, se há coisa que espaços como livrarias suscitam é a vontade de permanecer, uma livraria não é só um espaço onde se vendem livros, onde apenas interessa que se desenhem estantes com 30 ou 40 centímetros de profundidade.
É isso que se percebe, nas novas respostas arquitectónicas, o livro é a escala de base, mas o homem a escala do uso. Estes espaços aparecem hoje como lugares onde se pode sentar e beber um café, lendo um livro, onde somos convidados a apreciar o espaço pelos livros.
Tivesse a Lello mais sofás.
+ sobre as coisas simples
Ainda no departamento das coisas simples mas eficazes, o trabalho de Mark Gowing é um bom exemplo disso. Tudo está onde deve estar e funciona de uma forma cirúrgica, é aqui que nasce o meu fascínio, pois sempre ouvi dizer que simplificar é bem mais difícil.
Fascina-me o exercício de depuração, de decomposição, saber quando parar e perceber que está lá tudo.
15.2.12
+ capa dura
© Marta Nunes
Desde 2004, ano que coincide com o início do percurso académico, descobri que tinha um vício e esse vício tem um nome, Moleskine. Bem o vício propriamente dito, é rabiscar, fazer uns riscos nos tempos menos interessantes durante as aulas, quando se está no café à espera de alguém, quando se vai e vem nos fins de semana.
Muitos destes desenhos estão perdidos entre anotações, datas de trabalhos, referências bibliográficas, outros são parte de diários gráficos, que se tratavam de exercícios diários da visão, interpretação e técnica, muitos (aqueles que tínhamos que preencher para a disciplina de Desenho) podem ter sido sofridos, mas depois torna-se hábito e habita. Ao (re)visitar estes cadernos pretos de capa dura, encontro não só desenhos, mas também um percurso que visto, agora à distância, me conduziu até hoje.
+ primavera em festival
© Optimus Primavera Sound 2012
Sempre tive para mim, nesta coisa da comunicação, que o simples é eficaz. A Optimus que dispensa apresentações, tem sido conivente com uma data de festivais, muitos deles sempre centralizados, mas desta optou-se pelo epicentro a Norte do Douro, vai ser em Junho, mesmo mesmo no fim da primavera. O cartaz é suculento, uma espécie de rodízio de música indie/indie pop/indie rock/alternativa/pop... e por aí fora, nomes como Beach House, The Walkmen, Yann Tiersen, Yo la Tengo, Washed Out, Wavves, Björk. No entanto, a imagem é simples, todos os nomes homogéneos, cada um destaca os que serão para si cabeça de cartaz, assim como assim muitos só irão por este ou aquele.
Entretanto acho que vou ali ver se compro bilhete.
10.2.12
+ Benoit, Ted Benoit
© Ted Benoit
Só muito recentemente, me foi dado a conhecer o admirável mundo de Ted Benoit, e foi amor à primeira tira.
Ainda sei muito pouco sobre este senhor, mas digo-vos que vale a pena mergulhar nos cenários que cria e ainda mais fascinante é perceber como ele os constrói. Muito em breve, voltarei a falar dele, mas para já lanço o mote e procurem-no.
3.2.12
+ 4 do 2
Cure.os - dos pontos pontilhados como as alfinetadas que nos definem de emoções e pensamentos.
(a)idade - das linhas que se descaracterizam pelo tempo que nos leva as fronteiras da identidade para fora do nosso espaço, em pinceladas de sabedoria.
Cure.os(a)idade das medalhas de pequenas circunferências premiando a folha de formas.
Cure.os(a)idade que lhes ponha os pontos nos “é”, da terceira pessoa de quem existe.
Cure.os(a)idade do verbo ver o que foi impresso para descobrir o que existe no nosso verso. Cure.os(a)idade da cor da aura que caracteriza a alma pelo pormenor do que vive através de nós.
Assinar:
Postagens (Atom)











