14.6.11

+ the high line park



"Afeiçoamo-nos ao meio envolvente depois de termos afeiçoado o meio envolvente às nossas necessidades, é verdade." Esta frase do Gorjão Jorge, no seu "Lugares em teoria" pode ajudar a ilustrar, o carácter incessante da arquitectura, esta existe para que o meio envolvente nos afeiçoe. As mutações da apropriação dos espaços, das cidades fazem com que o que "hoje" é uma linha férrea, "amanhã" se transforme num parque, num espaço público.

O High Line Park abriu a sua primeira secção em Junho de 2009, a segunda parte será inaugurada este mês e o que podemos verificar é uma reabilitação de sucesso de uma antiga linha de comboio na zona oeste de Nova Iorque. Um trabalho com a assinatura dos arquitectos Diller Scofidio + Renfro e dos paisagistas James Corner Field Operations.

8.6.11

+ da arquitectura

© Marta Nunes

Quando pensamos em tempo, podemos fazer várias associações, na arquitectura o tempo actua sobre a obra mas também sobre nós. Estamos no tempo em de deixaram de existir estilos, passando a haver linguagens, e é nessa linguagem que o arquitecto deve procurar responder ao tempo em que produz o objecto arquitectónico. Não podemos acreditar que se domina o tempo, mas podemos o usar como representação do nosso pensamento, sendo que quando se cria um objecto arquitectónico há 3 tempos a ter em conta: passado, presente e futuro.

Sendo então a arquitectura representação, o passado é visto como memória, envolvente que molda a área de intervenção, contexto; o presente é a "minha linguagem", a minha interpretação desse contexto, traduzida numa solução que responda a um programa; o futuro é sempre a apropriação e a interpretação dos outros perante o objecto, como a busca de sentido.

(trabalho ainda em desenvolvimento)


7.6.11

+ sobre criatividade


O que é preciso para ter uma boa ideia?
Neste momento, acho que realmente importante na formula são os 5%, que é ficar desligado da internet por 90 minutos consecutivos. Há quem defenda que a internet ajuda, para pesquisar, para ir buscar referências, mas o que é verdade é que em 3 horas de trabalho efectivo, 2 foram passadas na internet a deambular. É bom ter em atenção que o talento está nos 0,5% e ainda é somada inspiração divina, que 7,5% de sorte é expressivo, mas para aqueles que pensam que se safam, este número é muito abaixo dos 60% que acham que têm, e sim, 87% é trabalho, esforço. 

"Creativity is like chasing chickens.”  Christoph Niemann


2.6.11

+boas ideas, bom design



Para se falar de sustentabilidade, temos sempre que nos voltar para a natureza e perceber como esta, quando não perturbada pelo homem, se renova e se completa ciclicamente. O homem como ser natural, também faz parte desse ciclo e a sua rotina, dieta é cíclica. 
Quando pensamos em tudo o que consumimos, podemos perceber que a grande parte são produtos frescos, mas que estes vieram do outro lado do mundo e dentro de várias caixas e contentores, toda esta energia foi gasta, tudo isto também vai influenciar um ciclo. Eu sei, não podemos ser fundamentalistas mas também não podemos achar que isto é tudo normal.
Flow 2 é uma cozinha desenhada e pensada pelo studio GORM e é de uma forma simples, que até uma criança do ensino básico percebe, uma estrutura desenvolvida no conceito do ciclo natural das coisas. Aqui a natureza e a tecnologia relacionam-se em simbiose num ciclo natural, onde a energia, água, desperdícios são usados de forma eficiente, sendo tudo aproveitado. Os mais cépticos podem dizer que isto não é assim tão simples, resposta é, mas é claro que há que mudar hábitos. Não precisamos agora todos de comprar a cozinha Flow 2 para contribuirmos, e que tal, começar a reciclar ou escolher produtos frescos não embalados, ter um saco de pano todo catita para ir às compras. 
Flow 2 mostra também que mesmo pensando no ambiente, o design não precisa de ser uma mimese da natureza não, o design precisa de ser inteligente e aqui está a prova disso. Para os mais cépticos aconselho este vídeo.

+ livros





Estas imagens são retiradas do que é o espólio de Jeffrey Ladd, fotógrafo e professor de fotografia no Centro Internacional de Fotografia de Nova Iorque. Em 2007 cria o 5b4 - Photography and Books um espaço dedicado à análise e discussão de livros relacionados com fotografia e arte. Óptimo para ficar a par de muita publicação de interesse e ainda poder "espreitar" um pouco.

O livro fotografado é de Krass Clement, um fotógrafo autodidacta.