29.8.08

"Make no little plans, they have no magic to stir men's blood and probably they will not be realized. Make big plans; aim high in hope and work, remembering that a noble, logical diagram will never die, but long after we are gone will be a living thing, asserting itself with ever-growing insistency. Remember that our sons and grandsons are going to do things that would stagger us."

Daniel Burnham

...a acabar

o verão e as tardes no jardim

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De quantos momentos é feita a nossa memória, de quantos objectos nos apoderamos no passar do tempo, quantas palavras repetimos, quantos espaços elegemos como nossos... de quantos pedaços é feita uma pessoa?
Projecto "Estou em mil pedaços"

28.8.08

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adoro vento e o anúncio de tempestade...
adoro o cinza mutante das nuvens e a energia de um relâmpago...
adoro sentir o extremo silêncio antes da queda da primeira gota...

detesto molhar-me...

Do baú de memórias

4 anos atrás

leitura(s)

Este mês na edição dupla (Julho/Agosto) da arq./a nada melhor do que as palavras do seu editor para falar da Herança Le Corbusier...

"Apesar das saudáveis opiniões divergentes, é relativamente consensual que Le Corbusier foi o mais importante e influente arquitecto do século XX. Mas qual é o seu legado e como se pode avaliar a sua influência na actualidade? De que modo esse legado se expressa e manifesta na actividade criativa contemporânea? (...)Em termos gerais, a relevância de Le Corbusier parece advir da capacidade da sua obra teórica e prática continuar a produzir novas interpretações, sem nunca esgotar as perspectivas possíveis. De facto, assistimos nos últimos cinquenta anos à construção histórica de Le Corbusier como ideólogo implícito do programa moderno, como pensador empenhado da condição moderna, como arquitecto utópico no âmbito da afirmação da lógica capitalista, como esteta voluntarista da civilização maquinista, como figura demonizada responsável pelos males das cidades contemporâneas, como seguidor humanista da tradição disciplinar clássica, como reinventor criativo das tradições históricas e ancestrais, como génio universal da história da arquitectura, como intérprete empenhado da nova realidade metropolitana, como figura singular de um novo mundo mediatizado, etc. No entanto, tal como acontece com os outros grandes arquitectos da história, a singularidade da obra de Le Corbusier deriva não simplesmente da existência de uma multiplicidade de perspectivas, mas da resistência efectiva à constituição de uma visão sintética e unificadora. A diversidade da sua obra e a imensidade da informação disponível em arquivo determinam a constante emergência de aparentes indefinições, contradições e incompatibilidades no seu discurso e prática, que impossibilitam a constituição de um ponto de vista agregador e, deste modo, uma síntese final do seu pensamento. Le Corbusier continua a ser um mistério e o fulcro da sua obra um enigma por revelar. Talvez isto se deva a essa incapacidade estrutural de vê-lo distanciadamente como uma figura histórica, a essa dificuldade de resolver definitivamente o seu legado no âmbito da história da arquitectura. Como um espectro multifacetado, Le Corbusier permanece como figura central e inultrapassável da nossa contemporaneidade. E a sua presença continua a afirmar-se consciente ou inconscientemente, explícita ou implicitamente, por afirmação ou negação, nas práticas arquitectónicas contemporâneas."

(para saber mais aqui)
ou pode sempre adquirir a revista

Amarelo (estudo)

A cor que sublinha os meus últimos dias... e está um dia tão bonito lá fora...

26.8.08

25.8.08

Deformação plástica

Deformação não recuperável simultânea com a aplicação da carga e se manifesta apenas a partir de um determinado nível de tensão.

Para ti...





Porque tu mudaste a minha vida, desde que existes, hoje és o meu complemento e só espero não ser mau exemplo...

24.8.08

?

De onde surge a angústia?
Como aparece a dor?
De que cresce a raiva?
E como se alimenta a saudade?
...

Alguém me pode ajudar a encontrar respostas?

Isto é um tomate.

23.8.08

mudança...






Hoje foi no corte de cabelo, resolvi renovar, reciclar e reutilizar... nada como começar. Como diz a minha mãe: "Oh filha, logo cresce outra vez!"

;

"Na minha agenda não anoto o meu futuro apenas guardo o meu passado. Todas as páginas para além do agora estão em branco. No dia de hoje acabei de escrever "vou ser muito feliz"."

Hoje uso as palavras da leonor obrigada :)

22.8.08

Derrete-me com palavras




Há quem diga que "palavras leva-as o vento" neste caso palavras leva-as o (de)gelo e no sentido literal "melting words" é um projecto fotográfico de Kotama Bouabane

Keri Smith


Is time to...





Things that are living in the pockets of your bag, jeans or jacket: travel and pay checks, old cigarette pack that just looks interesting, sugar lumps and all the stuff that has found home in your pockets. They are all the treasures our project is looking for! Our goal is not only bring all this objects into light but show the owner of them. (para mais info aqui)

Mesmo que não queriam participar passem para uma vista de olhos e não se assustem quando abrem a própria mala ou bolsos.

21.8.08

Nantes by Beirut

De partida

Amanhã quero partir bem cedo, pela manhã. Onde ainda não se veja muito o sol, apenas o anúncio dele. Amanhã quando partir, não quero que te venhas despedir de mim, não vou voltar, mas de ti nunca parti. Levo na mão o medo, bem apertado e nas costas bocados do passado, para usar. De ti levo tudo, tudo o que conseguir guardar, para sorrir sempre que estejas comigo quando te recordar.
Amanhã parto cedo, saio devagar e regresso quando não te lembrares mais de mim.

20.8.08

Testing...



Apenas a testar umas ideias velhas, que tinha armazenadas no baú... para quem devia estar a estudar, vou-me distraindo assim...

Kafka na relva



"Quando Gregor Samsa despertou, certa manhã, de um sonho agitado viu que se transformara, durante o sono, numa espécie monstruosa de insecto." foi assim que começou o passeio com Kafka pelo jardim.

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Tramontina. The perfect knife for an imperfect world.

.attraction


"I am not attracted to straight angles or to the straight line, hard and inflexible, created by man. I am attracted to free-flowing, sensual curves."
Oscar Niemeyer

12.8.08

5.



"Fecho os olhos e vejo-te. Vens a mim quando te não quero. Há coisas que se não devem querer. Tu és uma delas, doce veneno.
Agora já não há segredos. Corremos sem saber se vamos a tempo de saltar. Se queremos.
Nesta existência precipitada, imprevisível. De noite. Pequenos nadas."
Pedro Paixão, in "Nos teus braços morreríamos"

Calor


9.8.08

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Hoje levei O'neill a passear pelo jardim
!
Experimenta falar pela minha boca,
assoar-te pelo meu nariz...

Alexandre O'neill

7.8.08

cor à dor

De que cor se pinta a dor?
Não falo da dor-mágoa, mas da dor-dor, daquela que se sente no corpo, da que nos cansa, não mata mas mói. Dor ao respirar, dor ao mexer, dor ao engolir, dor no corpo, dor numa mão ou num pé, de que cor pintariam a dor?

a minha hoje pinto-a de vermelho e para a disfarçar ouço isto

6.8.08

Across the Universe



Já adorava esta música, mais uma cover para partilhar mas também aconselho esta

Coffee and ...




Coffee and cigarettes um filme que adorei ver e recomendo, mas hoje aproveito o mote e o meu serão será coffee and Sigur rós

cair em...


Um cliché, chavão ou lugar-comum é uma expressão idiomática que de tão utilizada e repetida, desgastou-se e perdeu o sentido ou se tornou algo que gera uma reacção má em vez de dar o efeito esperado.

Também pode significar uma ideia relativa a algo que se repete com tanta frequência que já se tornou previsível e repetitiva dentro daquele contexto.

imagem @ ffffound

5.8.08

Pela noite




Pela janela do meu quarto, entra assim tímida a noite e com ela a brisa fresca que se escondeu durante o dia, para me cobrir o rosto de carícias.

4.8.08

a banhos



Eu e os meus pés estamos a morrer de calor, vamos refrescar e regressamos dentro de momentos... numa banheira perto de mim.

2.8.08

Presente sem Passado nem Futuro



Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho. Pesa-me um como a possibilidade de tudo, o outro como a realidade de nada. Não tenho esperanças nem saudades. Conhecendo o que tem sido a minha vida até hoje - tantas vezes e em tanto o contrário do que eu a desejara -, que posso presumir da minha vida de amanhã senão que será o que não presumo, o que não quero, o que me acontece de fora, até através da minha vontade? Nem tenho nada no meu passado que relembre com o desejo inútil de o repetir. Nunca fui senão um vestígio e um simulacro de mim.
O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto.

Fernando Pessoa, in 'Livro do Desassossego'

1.8.08

Não sei falar de amor

"E soubesse eu artifícios de falar sem o dizer,
não ia ser tão difícil revelar-te o meu querer.
A timidez ata-me a pedras e afunda-me no rio...
Quanto mais o amor medra mais se afoga o desvario.
E retrai-se o atrevimento a pequenas bolhas de ar...
E o querer deste meu corpo vai sempre parar ao mar."

o escuro



Porque a luz nos leva sempre para cima...

Vermelho Marvão



Vermelho Marvão, em pleno Alentejo apaixonei-me. A repetir sem conta...