31.1.08

Verborreia [2/10]

A dor de cabeça lateja forte na têmpera, detesto a vulnerabilidade do corpo, quando ele não acompanha o espírito, onde quando ele se percipita para a dor, para o desequilibro, afecta todo o resto... raios...
Já não basta a falta de equilibrio que nos assola de tempos a tempos, não aquela que se faz acompanhar com o copo meio vazio, ou meio cheio, o equilibrio, a ataraxia, entre eu e a outra parte de mim, o alinhar, o yin e yang. Tem sempre que haver uma mediação, algo que faça a ponte entre duas coisas tão distintas, como duas margens de um mesmo rio. Que ponte? Que mediação? Deixo-vos a questão.

30.1.08

Conhecer Oscar



A FAUP associa-se à celebração do centenário, convidando a Arqª. Fernanda Barbara (São Paulo, Brasil) e o Arq. Manuel Graça Dias, para apresentar "A Arquitectura de Oscar Niemeyer", no dia 15 de Fevereiro, às 14.30 no Auditório Fernando Távora.

História da Arte do Séc.XX [1/de vários]



Curso Temas de História de Arte do Século XX
Auditório Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados, Sociedade de Advogados
Rua Castilho, 165, Lisboa

13 de Fevereiro

Módulo I Quero o Futuro Já! As Vanguardas no Modernismo – Sessão III: Do futurismo a Dada. Kurt Schwitters a Merzbau

Curso sobre questões da arte do século XX, orientado a partir dos grandes temas que atravessam a produção artística dos últimos cem anos, com concepção e orientação de Delfim Sardo. Encontra-se estruturado cronologicamente e é dirigido a um público interessado em arte moderna e contemporânea. Analisa, a partir de extensa documentação visual e textual os temas que, desde as primeiras vanguardas do século XX, implicaram a reformulação da pintura, a separação entre a escultura e a estatuária, a criação dos museus de arte moderna, o alargamento das práticas artísticas e a quebra dos cânones das belas artes, bem como as práticas performativas, a importância do cinema e do vídeo e a intervenção no tecido urbano.

Informações:
Fundação de Serralves – Serviço Educativo
Tel. 226 156 546
Geral: 226 156 500

29.1.08

Regresso a casa


Verborreia [1/10]

Num diálogo comigo, ou num monólogo com duas partes de mim...
não sei, talvez seja birra, talvez euforia, talvez um medo, ou um recalcamento freudiano, que influencia corpo e mente, ou então apenas falta de psicologia invertida, auto-ajuda instantânea, daquelas que é só juntar àgua, misturar bem e voilá...
o meu médico diz que é apenas falta de vitaminas, uma boa alimentação resolve, umas horas de sono ou até um daqueles fins-de-semana que o turismo de Portugal vende em pacotes com desconto para famílias...
Já o meu psiquiatra, analista, psicanalista o que vocês lhe quiserem chamar é uma mera questão de vocabulário, não questão, definição, seja, já esse tenta dissecar a minha mente como um daqueles sapos que abriamos nas aulas de ciências e não percebiamos patavina, acho que muito provalmente ele sente o mesmo, mas faz sempre aquele ar de hummmm...
muito bem...
Afinal de contas não estou doente, nem fisica nem psiquicamente, estou apenas com excesso de vida, diz-me uma amiga de longa data que é toda virada para as culturas "zen", ok, penso eu...
afinal isto tudo é estar vivo, é viver, é sentir, é pensar...
ou talvez precise de um especialista?

28.1.08

Criticismo háptico [os mil e um planos]


Deleuze no seu Mille Plateux, defende um modelo de percepção háptica que consiste numa dualidade entre percepções/espaços/conceitos, uma dualidade entre distâncias e a percepção que o sujeitotem "tocando" o objecto.
Para Deleuze nao há uma percepção universal, há percepções particulares, visões do mundo, há um devir numa construção cultural. A obra/objecto de arte não pode ser visto como um elemento estático, tem que ser compreendido não somente por uma perspectiva, mas por vários pontos de vista; é isto a diferença de uma compreensão bidimensional (um plano) e tridimensional (vários planos). Neste sentido, a arte e o lugar da arte existem com um contexto de movimento, um dinamismo, um nomadismo, que se opõe ao sedentarismo, ao não estar em movimento.
Rem Koolhaas na sua análise, em Delirious New York entra em sintonia com esta percepção háptica, para ele o lugar nao é um espaço estático, aliás ele é contra a concepção de lugar como fixo e "sagrado", há portanto uma liberdade, há um "delírio", o lugar é um encontro de fluxos, energia.

27.1.08

Espaço_Lugar


O conceito moderno de espaço e lugar aponta para uma crescente dependência do tempo e sobrevivência da noção de lugar, à ordem do tempo e ao espaço geométrico. No entanto, poderá existir um caminho fora deste duplo vínculo, a que podemos conseguir impor uma forma imesurável de uma reconstituição do elemento vivido, através da experiência do lugar, consequentemente, desenvolvendo o "estar no lugar".
O ponto de partida desta modernidade marcada pelo esquecimento de forma totalitária que desquantifica o espaço filosófico ou físico, passando o mundo a ser constituído de "lugares" e não de um espaço único. Qualquer localização poderá ser tão boa , como qualquer outra, uma vez que cada uma é apenas um ponto matemático calculável ou um sítio abstracto num plano.
Felizmente, o lugar é um fenómeno qualitativo que nunca desaparecerá no mundo de lugares, mesmo lugares de forma impensável, conforme a ligação do "eu" sem "corpo".

25.1.08

Criticismo(s)

Julgar pode ser ensinado ou apenas exercido?
A questão: o que é, qual é o seu sentido, a ideia que está nele formulada. Em função de quê deve ser avaliado – interesse próprio?
O que se ganha?
O que significa?
Vai da sensação do corpo a ideias estéticas?
Sente-se no corpo um efeito?
Que efeito?

Design Matemático


Obra encerrada

Meses, semanas, dias e horas...
Discussão, interpretação, maceração e construção...
Risos, sorrisos, lamentos e lamúrias...
Ansiedades e decisões... partilha...
A ebulição das ideias, que se condensam em traços, em formas tímidas que ganham vida e perdem frágil espessura, agregando-se, construindo.

«À plástica, como primeira espécie de artes belas figurativas, pertencem a escultura e a arquitectura. (...) a segunda é a arte de apresentar conceitos de coisas que somente são possíveis pela arte, e cuja forma não tem como fundamento determinante a natureza mas um fim arbitrário, com este propósito contudo ao mesmo tempo esteticamente conforme a fins». - Kant


22.1.08

Fuga

Presa no cansaço,
o desconforto dos pensamentos,
poucas horas de sono,
delírios criativos e medos inconscientes...

21.1.08

Last few hours




Com a aproximação do "deadline" a ansiedade está em crescimento exponencial...

19.1.08

Instant Architect


Sociologia(s) e Urbanismo(s)


A evolução nas cidades não tem somente a ver com críticas de sociólogos ou de arquitectos e há que reconhecer que a cultura arquitectónica e os conhecimentos de desenho urbano da urbanização racionalista não estavam preparados nem capazes de oferecer alternativas à crescente construção ilegal ou dita espontânea nas cidades.

É necessário então voltar a encontrar concepções de desenho urbano, que trate as pessoas como agentes activos para uma melhor programação e gestão dos serviços que lhes são destinados, o que induz também num desenho institucional inovador.

“O que nesta altura se impõem como protagonista não é a cidade mas o urbano. E o urbano já não mora na cidade, mas fora dela. O que hoje me fascina é precisamente encontrar as novas formas do urbano. No entanto, verifica-se, actualmente, uma certa tendência, ao nível do politicamente correcto, para esquecer o que está entre as cidades e criar umas jóias, enchendo o vazios e reciclando a cidade, em vez de deixá-la crescer.” – Nuno Portas

É preciso que haja um entendimento mais universal nos métodos, nos objectivos e conteúdos disciplinares, que resultam de processos estéticos, ideológicos e culturais que têm uma natureza mutável, susceptível e evolutivos. Portanto, é necessário um consenso, no modo de entender a cidade, na sua morfologia e os seus processos de intervenção, tanto no existente como nas novas áreas e expansões.

Last days



Depois de alguns meses a trocar impressões, ideias, testar formas, moldar pensamentos, discutir emoções, traçar objectivos, tudo isso converge e ganha uma dimensão, a dimensão do nosso pensamento à escala humana, estes são os últimos dias de uma aventura criativa, racional, funcional, de diálogo, existencial, surreal, mas sempre para o homem.

12.1.08

O homem depende da máquina


Engraçado pensar como dependemos tanto da tecnologia, habituamo-nos a condensar a nossa "vida" em 25x35x5 cm e depois quando o sistema erra entramos em colapso.


A tecnologia tem muitas vantagens é certo, permite-nos facilidade na comunicação, melhor apresentação, é uma ferramenta pratica(mente) indispensável na nossa rotina, confiamos nela, vivemos com ela e pior de tudo já não podemos viver sem ela. A nossa mente e pensamento é mais complexo, criativo e ilimitado que qualquer dispositivo tecnológico, somos nós que impulsionamos aquilo que a máquina produz, mas estamos demasiado dependentes na máquina, ao ponto de não conseguirmos conceber nada sem "backups" ou "cópias de segurança".



10.1.08

Grey days




Pensar incomoda como andar à chuva...
Alberto Caeiro

9.1.08

Notes & [no]tes



Nada como tirar umas notas, numa conferência, numa aula, fazer uns rabiscos quando temos que fazer a aborrecida viagem de comboio, autocarro.
Nada como ter papel "à mão" para poder anotar o número de alguém, ou para "lembrar daquela tarefa.

No meu caso os "notebooks", "sckecthbooks" assumem uma verdadeira relevância no dia-a-dia, porque nunca se sabe se numa conversa trivial, entre um café e outro, seremos iluminados pela inspiração e nada como "ter papel à mão".
Os que estão supra-ilustrados encontram-se por aqui.

Adormecido

No cenário da tua vida
Aclamas noites alucinantes
De gentes estonteantes
Que são tanto como tu

No teatro do teu olhar
Há quem note que a coragem
Não passa de uma miragem
Com preguiça de gritar

No repetir do teu mostrar
Inventas-te uma história
Que em ti não há memória
Porque sabes que não é tua...

Continuas a ensaiar
A conveniência do sorriso
O planear do improviso
Que te faz sentir maior

No artifício dos teus gestos
Pensas abraçar o mundo
Quando nem por um segundo
Te abraças a ti mesmo

E assim vais vivendo
E assim andando aí
E assim perdendo em ti
Tudo aquilo que nunca foste...

Quando um dia acordares
Numa noite sem mentira
E te vires onde não estás
Vais querer voltar para trás.

Houve alguém que te conheceu
Que te faz tremer ao passar
Porque nunca a deixaste de amar


Toranja - Esquissos

4.1.08

AVISO

Caros vistantes deste blog.
Para aqueles que aqui costumam vir.
Para os que acidentalmente aqui vieram parar.
Para quem nunca aqui veio.


Porque somos o que habitualmente fazemos.
O que acidentalmente encontramos.
[e] aquilo que ainda não descobrimos.


Estou em Construção.
I'm under construction.

3.1.08

DW. DesignWise[ly]






















Imagem 1 : NÍVEL [prateleira com bolha de nível] by Fernando Brízio
Imagem 2 : OVO [contentor duplo em faiança] by Catarina Nunes
Imagem 3 : JUST BEG [mala de canetas de feltro] by Naulila Luís

"DESIGNWISE é uma marca que edita objectos e produtos originais criados por designers portugueses. A colecção da designwise não é especializada, nem dedicada a categorias específicas de objectos. Os seus produtos percorrem várias escalas e universos: de materiais, de usos, de preço.

O que une estes objectos aparentemente tão diversos é o facto de contarem uma história, muitas vezes com um humor inesperado. Tais histórias tanto podem ser imaginadas pelo designer, como re-inventadas pelo próprio utilizador quando transporta o objecto para o seu universo pessoal."

Porque "o que é nacional é bom" nada como conhecermos o que de melhor há em Portugal, neste caso ao nível do design, para isso "sítios" como o DESIGNWISE podem nos dar a conhecer, peças únicas, ideias originais e com humor.