30.7.07

A anarquia de Allen


"Pura Anarquia é clássico Woody Allen – perspicaz, espirituoso, inteligente e irresistível. Com esta colecção de dezoito contos inimitáveis, oito dos quais inéditos e dez publicados originalmente na revista New Yorker, Woody Allen, imaginativo e inventivo como nunca nem ninguém, volta a surpreender-nos."
Fonte FNAC

[Imperdível] Rauschenberg


RAUSCHENBERG
26 Out 2007 - 06 Jan 2008 - MUSEU DE SERRALVES


Esta exposição será uma das mais relevantes do ano, apresentando pela primeira vez em Portugal o trabalho de um dos artistas mais proeminentes e prolíficos do século XX. Trata-se da primeira retrospectiva do trabalho de Rauschenberg produzido na década de 70 - área quase desconhecida do seu trabalho, que combina trabalhos raramente apresentados até hoje, com peças que permitem redescobrir e situar aqueles anos no contexto da sua obra.

Até breve Bergman


"Fazer filmes é para mim um instinto, uma necessidade como comer, beber ou amar"

O realizador de cinema Ingmar Bergman morreu aos 89 anos em sua casa, na ilha sueca de Faarö (Gotland). Nascido a 14 de Julho de 1918 em Uppsala, a norte de Estocolmo, Ingmar Bergman realizou ao longo da sua extensa carreira mais de 40 filmes, entre os quais se destacam "Um Verão de Amor" (1951), "O Sétimo Selo" (1957), "Morangos Silvestres" (1957), "Em Busca da Verdade" (1961), "Lágrimas e Suspiros" (1972) "Sonata de Outono" (1978) "Fanny e Alexander" (1982) ou "Saraband" (2003).
Fonte Sapo notícias, foto wikipédia

Miguel Torga vs Adolfo Rocha

"Que cada frase em vez de um habilidoso disfarce, fosse uma sedução (...) e um acto sem subterfúgios. Para tanto limpo-a escrupulosamente de todas as impurezas e ambiguidades."

"Nem sempre escrevi que sou intransigente, duro, capaz de uma lógica que toca a desumanidade. (...) Nem sempre admiti que estava irritado com este camarada e aquele amigo. (...) A desgraça é que não me deixam estar só, pensar só, sentir só."

29.7.07




FRÁGIL [Manusear com cuidado]

Participação de um crime


Foto retirada do site www.olhares.com, da autoria de rapariguinhazul

Ontem matei um sujeito, dois verbos, uma meia dúzia de nomes comuns e abstractos e uns quantos artigos mais ou menos definidos.

Foi simples peguei numa caneta e convidei-os para uma amena conversa sobre uma decorada mesa, com folhas dispostas caoticamente. Numa delas recebi-os, dei-lhes forma, organizei-os, atribui-lhes sentido, deixei-os repousar e acreditarem que ali podiam permanecer, viver, depositar.

Então peguei rasguei-lhes a certeza e lancei-os à realidade... foi assim que assassinei uma frase inteira.

The yellow guys


Sheldoncomics




Dead Combo - Cacto

Amar arquitectura



"Quando as pessoas são fortes, podem admitir que a arquitectura explore todas as questões da vida humana.

Quando a arquitectura diz de sim própria:"Estou absolutamente segura e certa" é dessa forma desumana. Porque "ser humano" é ter questões e dúvidas. O papel mais importante do arquitecto é fazer projectos, edifícios, que coloquem perguntas.

Porque se amam as coisas que se amam? Porque, inclusive, usamos a palavra amor? Usamo-la porque não sabemos exactamente o que amamos. Se amamos determinados edifícios, significa que estes estão a desafiar-nos, a obrigar-nos a pensar de uma maneira nova (...). O objectivo principal da arquitectura é introduzir, por um momento, uma ligeira hesitação no modo de pensar."

Mark Wigley, in Ypsilon edição de 27 de Julho

27.7.07

Waiting for a coffee


Espaço para sentar




Estetizar

"Estetizar u objecto significa anestesiá-lo e despi-lo das suas conotações desagradáveis. (...)
Agora que a industrialização se tornou chique, em que as antigas fábricas são transformadas em apartamentos, as centrais eléctricas em museus nacionais, e o calçado industrial e os fatos de macaco dos trabalhadores fazem parte da moda tudo o que é repugnante e áspero parece prestar-se à estetização."
Neil Leach

26.7.07

Souto Moura



"Como é costume dizer-se, o arquitecto tem que estar atento ao mundo, mas por outro lado, tem que ser um bocado esquisito. Porque quando tem que desenhar, o mundo é uma folha A4."

Ideia, Luz e Gravidade

A Arquitectura na beleza e essência é uma ideia, que depois de construída ganha uma forma, uma forma que se molda pela luz e pela gravidade.

“A forma em si mesma não existe.” A ideia surge como a base de toda a Arquitectura, esta é composta e movida por ideias, quando em Arquitectura surge uma forma a sua existência é a materialização de uma ideia, não há formas sem ideias. “A forma não é o objectivo do nosso trabalho, mas só o resultado.” Como dependente da existência de uma ideia, a forma não é o objectivo da Arquitectura mas sim o resultado da construção dessa ideia, uma ideia que ganha corpo. A ideia é uma síntese dos vários elementos que compõem a Arquitectura, uma ideia que se constrói, pois a arquitectura necessita como qualquer outra actividade criadora, de ideias que a sustentem. No entanto, estas deverão ser capazes de ser traduzidas com materialidade, como formas.

Assim sendo, depois da materialização da ideia a forma só existe se nela estiver presente a luz, a luz como matéria que se molda e transfigura os espaços e as formas, “ a luz constrói o tempo”. A luz no seu diálogo com os elementos materiais que esboçam a forma define o espaço construído por esse esboço. Esta luz, construtora do tempo é a única capaz de dar tensão a um espaço, criando uma relação deste com o homem, suscitando-lhe emoções.

“Nossos olhos são feitos para ver as formas sob a luz.”
Le Corbusier – “Por uma arquitectura”

“A gravidade constrói o espaço” a materialidade da forma tem uma gravidade intrínseca, os elementos que a compõem dão-lhe esse carácter, esse peso, definindo o espaço. É a materialidade da ideia construída supra citada em que a gravidade constrói o espaço, assim sendo a forma adquire corpo.

[questionar]


Fotografia de Frederico Marques

Quantas linhas constroem uma ideia?
Quantos movimentos cardíacos compõem uma emoção?

Quantos minutos um pensamento?
Quantas questões uma vida?

25.7.07

Ideias Luminosas

Para mais informações é favor contactar www.designboom.com

24.7.07

Covilhã 3 partes







[an]estética

"A experiência estética funciona assim como uma espécie de narcótico: «Tem o efeito de anestesiar o organismo, não através do entorpecimento, mas da inundação dos sentidos. Estas sensações estimuladas alteram a consciência, quase como uma droga, devido a uma distracção sensorial, e não a uma alteração química.»
A embriaguez provocada pela estética pode, por conseguinte, anestesiar o indivíduo."

Neil Leach - "A anestética da Arquitectura"

23.7.07

Em espera




Duas mãos encostadas com um corpo, junto a um plano vertical que limita a existência de uma edificação.

Esta reunida com as que posso ver consigo estabelecem o diálogo das ruas que desenham a retícula urbana. Umas amam-se, cruzando-se, outras odeiam-se sem nunca se encontrarem caminham paralelamente; umas felizes tornam-se circulares, rotundas, outras tristes isolam-se, anulam-se, dão em becos. É neste jogo de emoções que elas constroem a cidade na sua ortogonalidade, mais ou menos geométrica, linear.

Olho as mãos, pressiono o botão da máquina, registo e deixo-as pelas ruas.

8 de Trienal


Eis o tempo que ainda resta de Trienal, 8 dias, 192 horas, x minutos, y segundos (é fazer as contas). Pois na verdade, não há muito tempo a perder para visitar, descobrir, absorver e digerir o que nela se pode encontrar, começou a 31/05 e encerra a 31/07, mas isto já toda a gente sabe, hoje é 23 e apenas 8 dias restam, 192 horas...


Cem cadeiras



Percurso


Fotografia de Frederico Marques

Bato a porta e eis-me na rua.

À minha volta olham para mim, especados os edifícios que apoiados como livros numa estante, marcam o traço de uma rua. Percorro-a.

Olho os blocos graníticos toscos, que jazem debaixo dos meus pés, neles o desgaste de tudo o que os toca, alguns quebram no seu triste tom cinza. À frente uma pequena habitação repousa no seu triste desabitar, vagas memórias a povoam com as audazes herbácias que alegremente dançam no seu interior. A escassos metros, uma outra foi brutalmente assassinada, ainda se podem ver marcas do crime pelos pedaços que se encontram esquecidos, entre os novos pilares de betão, que altivamente se mostram. Entristeço-me.

O meu corpo caminha nesta métrica heterogénea de fachadas mutiladas, encarceradas, esquecidas, outras são timidamente maquilhadas, lavadas, adornadas. Sentem-se perdidas numa malha que se esqueceu das formas que a moldavam, onde os que a edificam padecem do mesmo sintoma, doença crónica, virose. Sinto-me febril.

Esta é uma cidade, mais uma de tantas de um país, de uma sociedade que a esquece, ou ignora, ou simplesmente deixou de a sentir. Serão isto, não vazios urbanos, mas vazios humanos?

Bato a porta e eis-me em casa.

22.7.07

Paragem

Chego, sento e observo...

A tarde cai em tons de azul disforme, pelo calor que sobressai por entre tudo que a ele está exposto. À minha volta um grupo de cadeiras, amenamente priva, no que entre si há de comum, a usa condição de suportar o variável peso dos corpos.

Um pouco mais há frente, um alguém desfolha o seu aglomerado cinzento de retratos do mundo que o alberga, eu manobro a chávena do café eficazmente até á minha boca, bebo.

Observo, transponho não simplesmente o que vejo, mas o que absorvo, o que sinto para uma folha, tamanho A3 papel xpto, caneta fina, traço a traço...


Páro, levanto e vou...

Momentos brancos


Branca à minha frente está uma folha de papel, sobre ela repousa do peso de uma ideia. Respiro suavemente fundo, contemplo.


Na leveza de um gesto, um traço se faz conhecer. Será imagem de um acaso ou reflexo da minha memória?


Como que, num "efeito dominó", um traço gera outro traço, que se reune com ainda outro, agrupando-se, envolvendo-se, tudo a uma velocidade alucinante. Eu observo a minha mão a lentamente construir o meu pensamento, num momento.


Um momento onde uma folha deixa de ser branca e a uma ideia se forma de traços.

20.7.07

Processo [3 actos]



O processo arquitectónico para Louis Kahn


1.Porquê?
2.Quê?
3.Como?


A boa arquitectura é aquilo que através do como podemos entender o porquê. A arquitectura faz uma elação com a própria ideia do homem com o mundo real, aquilo que podemos medir com o que não podemos.
Explica desta forma que o grande edifício deve começar pelo comensurável, de seguida passar para o mensurável e regressar ao comensurável.

[além]tejo


“É que a arquitectura, que é coisa de emoção plástica, deve no seu domínio, começar pelo começo também e empregar os elementos susceptíveis de atingir os nossos sentidos, de satisfazer nossos desejos visuais, e dispô-los de tal maneira que a sua visão nos afecte claramente pela delicadeza ou pela brutalidade, pelo tumulto ou pela serenidade, pela indiferença ou pelo interesse.”

Le Corbusier – “Por uma arquitectura”

Memórias desenhadas




16.7.07

A beleza de Niemeyer



"De um traço nasce a arquitetura. E quando ele é bonito e cria surpresa, ela pode atingir, sendo bem conduzida, o nível superior de uma obra de arte."


"Quando uma forma cria beleza tem na beleza sua própria justificativa."


"A monumentalidade nunca me atemoriza quando um tema mais forte a justifica. Afinal, o que ficou da arquitetura foram as obras monumentais, as que marcam o tempo e a evolução da técnica. As que, justas ou não sob o ponto de vista social, ainda nos comovem. É a beleza a se impor na sensibilidade do homem."

Oscar Niemeyer

12.7.07

Valor[es] Estético[s]


O conceito de valor estético ou o uso de valores no objecto só nos é dado pelas qualidades práticas que o homem atribui e reconhece às verdadeiras qualidades e necessidades. São ao mesmo tempo, manifestações significativas do Belo ou de anti-Belo e caracterizam-se pelas percepções transmitidas a partir dos aspectos exteriores.

A avaliação do objecto significa o conforto entre o que se sente e o que se expressa em determinados valores e ideias estéticas que se formam na consciência e no meio social, dependendo de uma síntese da ideia de cada observador, particular sobre as coisas que o envolvem, pois tudo depende do juízo individual do sujeito.

10.7.07

My name is ivy...




Ivy cresce pela parede criando uma superfície funcional e decorativa. A partir da forma em Y e de 4 tipos de ligações, permite fazer as configurações que necessitar.

Um olhar



"Tenho um olhar emocional das coisas. Ao ter este olhar, não ter um olhar orientado pelo gosto, procuro ser sensível ao meu gosto ou à minha sensibilidade, mas o olhar profundo do arquitecto sobre o mundo ou sobre a arquitecura em particular, finalmente reverte num olhar mais emocional que permite extrair uma variedade infinta de coisas para aplicar na tua própria arquitectura. Só somos capazes de criar aquilo que reconhecemos ou observámos, talvez mais directas acções que temos para obter informação."
Antón García-Ruiz Abril

Pluralidades de um ser [Daniel]


Papton Chair



Criada pelo atelier de design industrial berlinense Fuchs + Funke, a cadeira Papton é tão simples como um plano de papel: algumas dobragens estruturais transformam um plano de cartão numa cadeira com apenas 2kgs.

7.7.07



13 Jan - 30 Dez 2007 - PARQUE DE SERRALVES
A CRIAÇÃO DO MUNDO - Carla Cruz


[O ciclo Transfigurações Efémeras sublinha o reconhecimento da diversidade de experiências do espaço de paisagem de Serralves, considerando necessárias activações que anulem uma percepção de lugar estática. Anualmente um jovem artista é convidado a intervir sobre o mesmo lugar: o pátio da Quinta.A Criação do Mundo, projecto de Carla Cruz, parte da citação do Génesis “… e Fez o Homem à Sua imagem e semelhança” para questionar a noção de cidadania e a participação, activa ou passiva, de cada um de nós na construção da sociedade.] - informação retirada do site

6.7.07

A ir ver a 07.07.07 - parte I


Peões anónimos


Para quê falar do anonimato, quando o próprio anonimato é uma presença anónima de uma circunstância pouco problemática? Terá o rosto uma capacidade de desvelamento, quando este mesmo é anónimo? E as sombras? Serão elas um reflexivo sinal do anónimo? As sombras sao por norma delinquentes, são fáceis da gore e insensível manipulação.
As sombras!
Não são produto. São o que quisermos que seja... até Platão, inocentemente, uma alegoria criou. Que bonita fonte de inspiração podem ser as sombras, contudo, o que são as sombras? Da mesma maneira dos anónimos, elas podem ser o modelo, a norma ou a fonte da especulação que a nossa débil necessidade poética necessita para a construção deste fragmentado mundo a que chamamos existência.